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:::: A Aldeia ::::
 
 
::. Descrição .::
 
 
Com uma área geográfica de aproximadamente de 4 hectares e perto de 200 fogos, esta povoação foi fundada pelos Túrdulos há cerca de 580 a 500 anos a.C. e sabe-se que no tempo da conquista romana era denominada Lénio ou Léniobriga, toponímia que, embora se desconheça com exactidão o seu significado, possui no seu términos o termo “briga” de origem celta, que significa “lugar fortificado, fortaleza” e era usual entre os Lusitanos e os Galaicos.

O actual nome de Linhares parece, porém, ter derivado do termo Linares que tem origem na forma latina Linum (linho). Linhares eram, pois, áreas cultivadas de linho, planta têxtil que, outrora, abundava nesta região.

Invadida pelos muçulmanos, Linhares atravessa um período de instabilidade, de que resultou, em parte, a existência da povoação em volta de si mesma como forma vivencial, tendo sido recuperada para a dominação cristã no início do século X, por Afonso II de Leão.D. Afonso Henriques conquista-a definitivamente aos mouros, menos de dois séculos depois, e concede-lhe foral em Setembro de 1169. Este primitivo foral foi aprovado e renovado nomeadamente por D. Sancho I, em 1198, e por D. Afonso I em 1217.
Da arquitectura militar característica deste período marcado por sucessivas guerras e invasões, resta um dos ex-libris da aldeia, o Castelo de Linhares. Construído em 1291, no reinado de D. Dinis e supostamente sobre as ruínas de um antigo castro pré-romano da Idade do Ferro, o castelo ocupa um cabeço rodeado por penedos graníticos escarpados, o que provoca a necessária adaptação da planta das muralhas à irregularidade do terreno.
O Pelourinho, erigido em praça pública, assinalava um dos poderes consignados no foral à organização concelhia: o exercício da justiça. Aqui, eram também aplicados, publicamente, os castigos corporais ditados pelo juiz, prática caída em desuso no século XIV com D. Manuel I, a rude coluna medieval assume outra simbologia e, por isso, apresenta aplicado trabalho artístico, passando, desde então, a estar associada à reforma dos forais e a representar a autonomia e liberdades concelhias.
Janela Manuelina - A Judiaria em Linhares estava localizada junto da Rua da Procissão, actualmente denominada Rua Direita, à qual dava acesso a Rua da Judiaria, sendo seu donatário, em 1523, o fidalgo Francisco de Almeida que dela recebia 5000 réis anuais. Exemplo do tipo de habitação judia é a Casa Manuelina, edifício de porte nobre com a fachada em alvenaria de granito. O imóvel apresenta uma das mais elaboradas janelas manuelinas de Linhares, tendo sido classificado de Interesse Público. Actualmente, é conhecido como Casa do Judeu e nele funciona um ponto de Venda de Artesanato.
Arte Sacra da Igreja Matriz e Igreja da Misericórdia - Quando D. João III elevou Linhares a condado, existiam duas paróquias na povoação: a de Nossa Senhora da Assunção (anteriormente de Santa Maria) e a de Santo Isidro, onde em 1576 foi instituída a Igreja da Misericórdia. Este templo conhece profundas obras de remodelação em 1622, conforme data epigrafada no portal. Apresenta planta longitudinal composta, com sacristia e campanário adossados. A entrada principal, antecedida por adro murado, faz-se por um portal de arco pleno. No alçado lateral pode observar-se um vestígio da construção primitiva: a porta em arco quebrado, com as impostas salientes e o tímpano decorado com motivos geométricos. O interior, de nave única, tem tecto em madeira e pavimento em lajeado. Possui coro alto e púlpito em talha. A capela-mor é coberta por tecto de caixotões, tem as paredes revestidas por tábuas pintadas, exibindo ao centro o retábulo em talha dourada do altar-mor. No interior deste monumento da arquitectura religiosa cultural românica poderão ser apreciadas obras de pintores da Escola Grão Vasco, de Viseu, representando a Adoração e Fuga para o Egipto.
 
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::. Pousada .::
 
 

A Pousada de Linhares da Beira, unidade hoteleira, com a categoria de quatro estrelas, foi recuperada pela Câmara Municipal de Celorico da Beira, no âmbito da Aldeias históricas. Trata-se de um empreendimento de grande vulto, que resulta da recuperação e adaptação do Solar Corte Real e Casa Brandão e Melo, incluindo uma capela. É composta por 26 quartos, incluindo 3 suites, sala de estar, bar, sala polivalente com capacidade para 180 pessoas (para a realização de seminários, conferências e festas), campos de ténis e parque de estacionamento.

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::. Localização .::
 
 

Linhares da Beira localiza-se a 810 metros de altitude numa das faldas da Serra da Estrela, no concelho de Celorico da Beira, a cerca de 5Km da Estrada nacional 17.

 
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Em desenvolvimento

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